A
carência, aquela ânsia de ser amado e de dividir a vida com alguém, pode nos
levar a ver amor onde não existe, fazendo confundir um simples 'oi' com
interesse.
Às
vezes, sentimos falta de ter alguém ao nosso lado, que acompanhe essa caminhada
da vida com a gente. Alguém que seja apoio nos dias ruins e que nos encoraje
quando precisamos de coragem.
Por
mais que nos declaremos suficientes e que tenhamos certa independência, no
final do dia, no fim da noite, ou ao ver a foto de um casal estampada nas redes
sociais, sentimos aquele desejo de ter alguém não para completar, mas para
transbordar.
Eu
entendo que, depois de tanto acreditar, a gente cansa de se recompor e de achar
que agora irá dar certo. Cansa de fazer morrer os sentimentos que brotaram e de
tocar a vida depois de uma decepção.
Mas
a carência, aquela ânsia de ser amado(a) e de dividir a vida com alguém, pode
nos levar a ver amor onde não existe. Ela pode confundir um simples oi com
interesse. Uma ignorada com joguinhos, como se o outro de fato estivesse
interessado, quando, na verdade, é só desinteresse mesmo.
Sempre
que alguém diz que não quer namorar, de fato, ele(a) não está fazendo jogos
para testar a sua paciência ou provar o quanto você gosta. Quando aceitamos a
realidade, não nos deixamos guiar por hipóteses que não nos levam a nada, a não
ser a frustrações.
Cuidado,
porque alguém pode estar só interessado na sua aparência e não veja a sua alma
bonita, não reconheça o quanto você é forte e não irá segurar sua mão nas
tempestades. Não se iluda com a ideia de que alguém pode, de fato, “mudar de ideia” em relação a se
comprometer e que, talvez, conhecendo-o melhor, convença-se de que assumir um
compromisso é a melhor opção.
Não
se envolva com quem oferece metades, com quem não se compromete em nada e que
vive dando desculpas. Não tente achar o amor nas entrelinhas que só você
consegue enxergar. Não veja amor no “oi
sumida”, não veja como um tempo para conquistar as falas que esbanjam “esse não é o meu tempo, mas você é
incrível”; não se prenda a isso, não, porque é cilada.
Quem
quer dá um jeito, quem não quer dá desculpa. Cuidado, porque a carência
transforma amizade em amor. A atenção – mesmo que mínima – e cuidado. Ela vê
graça em falas que não refletem nenhum sentimento. A carência faz você
acreditar que merece muito pouco, quando de fato você merece muito.
Via: Caminhos
