Você anda procurando demais, menina!



Quando os tombos começam a ser recorrentes, é preciso parar de andar por caminhos perigosos. Caminhos esses que você escolhe, você mesmo procura. E como diz o ditado: quem muito procura, uma hora acha. E você, nesse momento, vive a procurar, não é? Um amor, alguém que corresponda às suas expectativas, um príncipe encantado. Busca nos bares, nas baladas, no trabalho e até mesmo nos aplicativos de relacionamentos. Sua busca é constante. Você vive a procurar a felicidade e acredita que ela será encontrada no outro.

Ledo engano, menina. Você, de tanto procurar, vai sim, acabar encontrando. Até já deve ter encontrado por aí. Com certeza, já cruzou o caminho de vários amores, mas todos até agora se mostraram grandes ciladas. Os tombos foram grandes. E continuarão sendo. Nessa busca desesperada por um amor correspondido, você acaba aceitando qualquer um que lhe traga essa falsa sensação de felicidade. Submete-se a amores que não têm nada a ver com você. Anula-se em prol de alguém.
Aí o resultado não é dos melhores, é verdade. Você se machuca feio. Deposita amor, disposição e empenho em quem não merece. E quem nunca irá merecer. Talvez, seja essa a hora de parar. De dar um tempo na caminhada. Ou, quem sabe, optar por caminhos mais leves e tranquilos. É o momento de abandonar a procura. De ficar em paz com você mesma. De aceitar a sua companhia e, principalmente, de entender que a felicidade é uma responsabilidade só sua.
Ao contrário do que você pensa, o seu dedo não é podre. Ele só está meio perdido porque você não para de apontá-lo para os outros. É a hora de apontar para você mesma. De entender o seu jeito, os seus gostos e aceitar o que você é de fato. Sobretudo, entender que não se pode aceitar qualquer coisa só pelo desejo de estar acompanhada. Esteja em paz com a sua companhia e evite os caminhos tortuosos. Eles não levam a um final feliz, como nos contos de fadas.
No entanto, não deixe que apenas o acaso faça a parte dele. Faça a sua também. Esteja atenta ao amor. Mas lembre-se: estar atenta é diferente de estar à procura. Saiba reconhecê-lo quando ele chegar, mas não saia em busca de reconhecer, à força, um amor que não existe. Vá aos lugares procurando apenas se divertir. Use os aplicativos, se lhe couber, com o intuito de conhecer novas pessoas e não de protagonizar possíveis histórias de amor.
Confie em você e deixe que as coisas aconteçam naturalmente. Nesse caso, o clichê é muito bem-vindo: o destino se encarrega do que você não dá conta de resolver. Apenas se abra para o amor e permita que o destino cuide do resto. Pode acreditar.